Nessas horas é que acredito em Deus cada vez mais.
Uma vez me disse:
"para que a justiça seja feita meu filho..."
(Kaô Cabecile!)
Eis então...
"[...] Assim como a razão é santa
e a religião é razoável [...]"
Minha dor se faz
assim como seu sorriso
(sádico, né?! só que não...)
que sempre vou lembrar
levar e destilar em pequenas doses
doce veneno...
Oxumare (A Run Boboi!) pode minha dor renovar,
Òsàlá (Epa epa Babá!) me abraçar em compreensão,
Mãe dos nove céus (Eparrê Oyá!) me dar a direção,
Virar Ésù (Laroyé!) no nascimento
e Ògún (Patakuri!) no amadurecimento
Mas aprendi a me perguntar
"O que é de meu merecimento?"
Justiça? Vingança?
Bom isso já não importa...
Pode parecer frio e calculista,
mas é o que me conforta
"Tornar qualquer verdade religiosa tão certa
e tão claramente demonstrada como a solução
de problema de geometria"
Trabalho de Sísifo
sinto que seria essa união novamente
De periódicas rupturas
sinto que seria essa última
Aprendi a dar valor a minhas visões
compreende-las
não temer o futuro
nem o passado, se não me estagno no presente
Assim como Baltazar
minhas pernas tremeram
meus joelhos se chocaram
Medo
Dor
de te ver tanto em mim
e me ver tanto em você
...
Liberdade
Caralho mano....esse poema bate na carne tio.
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